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Na Valenet, talento não tem gênero, tem voz, atitude e espaço para crescer
Em Minas Gerais, terra de tradições enraizadas, as mulheres sempre romperam barreiras com coragem, força e muita determinação.
Da Inconfidência Mineira às lutas contemporâneas, ícones mineiros como Chica da Silva, que ascendeu da escravidão à elite em Diamantina, e Adélia Prado, poetisa de Divinópolis que conquistou o Prêmio Camões em 2024 com sua visão simples do cotidiano feminino, mostram que a mulher mineira avança sem alarde, mas com impacto profundo e duradouro.
Na Valenet, as mulheres constroem caminhos, tomam decisões e lideram transformações em diferentes áreas da empresa. Entendemos que, quando as oportunidades são reais, elas são capazes de transformar trajetórias e desafios em conexões estáveis, confiáveis e duradouras.
No ambiente de trabalho da Valenet, o talento floresce e, mais do que abrir portas, seguimos criando espaços onde competência, coragem e visão são reconhecidas, independentemente de gêneros.

Sumário
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- Liderança feminina que vem de berço
- Quebrando paradigmas na linha de frente
- Estratégia e operação com visão mineira… e feminina
- Mulheres que conectam o passado ao futuro digital
Liderança feminina que vem de berço

Profissões que por muito tempo disseram: “isso não é pra mulher”, na Valenet se tornam oportunidade para elas mostrarem do que são capazes.
E isso vem de berço!
Fundada e liderada por Michele Reis, Sócia-Fundadora e Diretora de Marketing, há mais de 25 anos a Valenet reflete a visão feminina com crescimento discreto e resiliente, assim como o fez a mineira Clara Nunes, primeira cantora brasileira a vender mais de cem mil discos, derrubando um tabu segundo o qual mulheres não vendiam discos.
Michele guia uma equipe que encanta clientes com internet 100% fibra óptica e soluções personalizadas para empresas e residências, priorizando credibilidade e a proximidade mineira. Esse compromisso abre portas reais, onde competência floresce sem julgar gêneros.
Quebrando paradigmas na linha de frente
Assim como a mineira Alzira Nogueira Reis, primeira médica formada pela UFMG em 1920 e ativista pelo voto feminino desde 1907, nossa Técnica de Instalação e Reparação, Iêda Nunes Soares, foi vanguardista na Valenet.
Primeira mulher a trabalhar neste setor da empresa, ela sobe escadas e conserta redes na rua com total desenvoltura, provando que lugar de mulher também é em ambiente técnico, conectando as famílias e negócios mineiros com a nossa internet.


Já a nossa Técnica de Segurança do Trabalho, Camila Ferreira, aplica diariamente, para centenas de colaboradores, normas de segurança com autoridade e firmeza feminina, protegendo equipes em todas as unidades da Valenet.
Quem também era comprometida com a defesa da vida foi a advogada Helena Greco, que tornou-se símbolo da luta pela anistia em Belo Horizonte, onde atuou também na proteção das mulheres, contribuindo para a criação de centros especializados no acolhimento de vítimas de violência doméstica.
Estratégia e operação com visão mineira… e feminina
Responsável por uma frota de mais de 350 veículos em todo o estado, Darielle Drumond é nossa Supervisora de Frotas.
De Itabira, ela lidera as operações do setor com uma estratégia marcada pela competência e confiança, ecoando os feitos de Bárbara Heliodora, heroína da Inconfidência Mineira.
No século XVIII, Heliodora administrou sozinha os quatro filhos, as fazendas e as minas de ouro, em uma época em que a visão patriarcal reservava às mulheres o papel exclusivo de esposas e donas de casa.


Já Karina Duarte, Analista de Processos e Dados da Valenet, transforma números em inteligência que cria estratégias para impactar milhares de clientes em toda Minas Gerais.
Sua sensibilidade no trato dos dados é similar à de Conceição Evaristo, escritora mineira que, a partir de suas muitas experiências como pesquisadora e mulher negra, cunhou o termo “escrevivência”, união de “escrever” e “vivência”, para organizar sua escrita a partir dos próprios vivenciamentos.
Em suas obras, Evaristo sempre denunciou as desigualdades de raça e cor, se tornando uma das mais influentes literatas do movimento pós-modernista no Brasil.
Mulheres que conectam o passado ao futuro digital
Assim como Laudelina de Campos Melo, mineira de Poços de Caldas que, em 1936, fundou a primeira federação de trabalhadoras domésticas em defesa dos direitos da categoria, as mulheres da Valenet seguem pavimentando o caminho da igualdade no setor de telecomunicações, liderando as transformações digitais. Na Valenet, oportunidades reais florescem, conectando Minas com uma voz feminina autêntica e marcante.
Neste Dia Internacional da Mulher, celebramos as mineiras da Valenet e todas aquelas que, com garra discreta e visão transformadora, constroem futuros conectados e justos. Desejamos a cada uma, das pioneiras históricas às líderes de hoje, muita força para novas conquistas, sabendo que, em Minas, o talento feminino sempre floresce com impacto eterno.
Mulheres que conectam o passado ao futuro digital


























Adélia Prado é uma das maiores poetisas brasileiras, nascida em Divinópolis (MG) em 1935, conhecida por retratar o cotidiano, a religiosidade e a condição feminina com linguagem simples e encantadora. Professora e filósofa, abandonou o magistério após 24 anos para se dedicar à escrita, estreando com “Bagagem” (1976) e ganhando o Jabuti em 1978 com “O coração disparado”; em 2024, tornou-se a primeira mineira a vencer o Prêmio Camões.
Adriana Araújo foi uma sambista mineira icônica, nascida em 1976 na comunidade Pedreira Prado Lopes, em Belo Horizonte, berço do samba na capital. Referência na nova geração do gênero, iniciou carreira em 2008, integrou o grupo Simplicidade Samba, lançou o autoral “Minha Verdade” (2021) e dividiu palcos com Leci Brandão e Jorge Aragão, falecendo em março de 2026 aos 49 anos após complicações de aneurisma.
Alzira Nogueira Reis, pioneira feminista de Minas Novas (MG), formou-se normalista aos 16 anos e lutou pelo voto feminino desde 1907, tornando-se em 1920 a primeira médica mineira pela UFMG. Atuou em farmácia, política e assistência aos hansenianos, fundando o Educandário Vista Alegre no RJ e representando o Brasil em eventos internacionais pela igualdade.
Bárbara Heliodora (Guilhermina da Silveira), nascida em 1759 em São João del-Rei (MG), foi heroína da Inconfidência Mineira ao proteger o marido Inácio José de Alvarenga Peixoto, gerenciando fazendas e minas após seu exílio. Considerada a primeira poetisa brasileira, escreveu sonetos dedicados aos filhos e recebeu cidadania honorária póstuma de Ouro Preto em 2019.
Carolina Maria de Jesus, escritora mineira nascida em 1914 em Sacramento (MG), destacou-se com “Quarto de Despejo” (1960), diário cru sobre a miséria na favela do Canindé (SP) como catadora negra e mãe solteira. Com pouca escolaridade formal, deu voz à marginalização social e racial, tornando-se referência na literatura brasileira apesar de morrer em 1977 na pobreza.
Chica da Silva (Francisca da Silva de Oliveira), nascida por volta de 1732 perto de Diamantina (MG), foi escravizada que ascendeu socialmente ao ser alforriada em 1753 pelo contratador de diamantes João Fernandes, com quem teve 13 filhos e integrou a elite colonial. Simboliza resistência negra no século XVIII, com legado em histórias de amor, riqueza e filantropia local.
Clara Nunes foi uma cantora e compositora brasileira, considerada uma das maiores e melhores intérpretes do país. Pesquisadora da música popular brasileira, de seus ritmos e de seu folclore, também viajou para muitos países representando a cultura do Brasil.
Conceição Evaristo, escritora nascida em 1946 em Belo Horizonte (MG), é referência na literatura negra com a “escrevivência”, termo que une escrita e vivência afro-brasileira em obras como “Ponciá Vicêncio”. Professora e ativista, denuncia racismo e desigualdades em contos e poemas, ganhando prêmios como o Jabuti.
Dona Beja, figura lendária de Quitaúna (MG) no século XIX, foi amante do sargento-mor Francisco da Silva, simbolizando paixão e independência em festas e desafios que viraram folclore mineiro.
Dona Eliza, a sambista mineira conhecida como a “Dama do Samba de Belo Horizonte”. Com mais de 59 anos de carreira, ela é uma das figuras mais respeitadas da velha guarda do samba em Minas Gerais.
Dona Maria do Arraial (Maria Papuda), ex-escravizada do século XIX em BH, simboliza injustiça urbana ao ser expulsa para urbanização, lançando maldição na lenda que vaga pela Afonso Pena lamentando perdas.
Francisca Mina foi uma mulher africana escravizada que viveu em Vila Rica, atual Ouro Preto, durante o início do século XVIII. Durante a insurreição contra a Coroa Portuguesa devido à implementação das Casas de Fundição e a cobrança de impostos sobre o ouro, Francisca Mina desempenhou um papel significativo ao convencer outros escravizados a se unirem aos colonos rebeldes, formando uma aliança rara entre diferentes segmentos da população local.
Helena Greco, foi uma ativista política reconhecida em âmbito nacional e internacional. foi a primeira vereadora eleita da capital mineira e uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores. Teve participação ativa em praticamente todos os movimentos e lutas que envolvem o binômio direitos humanos e cidadania.
Henriqueta Lisboa foi uma poetisa brasileira. Em 1963, foi a primeira mulher eleita membro da Academia Mineira de Letras. Em 1984, recebeu o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras pelo conjunto de sua obra. Poeta sensível, dedicou sua vida à poesia.
Hipólita Jacinta foi uma proprietária rural da Comarca do Rio das Mortes, na Capitania de Minas Gerais, cuja trajetória patrimonial e social é analisada pela historiografia no contexto da Inconfidência Mineira.
Laudelina de Campos Melo foi uma brasileira militante do Partido Comunista Brasileiro, defensora dos direitos das mulheres e das empregadas domésticas, fundadora do primeiro sindicato daquela ocupação no Brasil.
Lea Campos é uma ex-árbitra de futebol, reconhecida como “a primeira mulher árbitra de futebol profissional do mundo”. Diplomada em educação física e jornalismo, Léa também lutou Boxe, e atualmente mora e trabalha nos Estados Unidos.
Lélia Gonzalez foi uma intelectual, autora, ativista, professora, filósofa e antropóloga brasileira. É uma referência nos estudos e debates de gênero, raça e classe no Brasil, América Latina e pelo mundo, sendo considerada uma das principais autoras do feminismo negro no país.
Major Karla Lessa, oficial da PMMG, representa empoderamento feminino em forças de segurança mineira.
Maria Eremita de Souza, educadora mineira, dedicou-se à alfabetização em comunidades pobres de Minas Gerais.
Marília de Dirceu, pseudônimo de Maria Dorotéa Joaquina de Seixas (1762), poetisa mineira amada por Tomás Antônio Gonzaga, inspirou “Marília de Dirceu” com versos neoclássicos de amor e patriotismo.
Heley de Abreu Silva Batista foi uma professora brasileira. Durante o massacre na creche Gente Inocente, em Janaúba, Minas Gerais, deu a própria vida para salvar seus alunos. A professora salvou pelo menos 25 crianças, sendo considerada uma heroína.
Teuda Bara, pseudônimo de Teuda Magalhães Fernandes, foi uma atriz mineira, uma das fundadoras do Grupo Galpão.
Wilma Henriques foi uma atriz brasileira do estado de Minas Gerais. Foi considerada a “primeira-dama do teatro mineiro”. Entre seus trabalhos destacáveis está a atuação em A prostituta respeitosa, uma montagem dirigida por Orlando Pacheco a partir do original de Jean-Paul Sartre.
Yara Tupynambá é uma artista plástica brasileira nascida em Montes Claros, estado de Minas Gerais. Yara formou-se em Artes Plásticas e fez seus estudos artísticos com Guignard e Goeldi, tendo também estudado no Pratt Institute de Nova Iorque. Suas obras são conhecidas por todo Brasil, tendo sido tema de uma Sala Especial na Bienal de São Paulo.
Zuzu Angel, foi uma personagem notória do Brasil da época da ditadura militar, ficou conhecida nacional e internacionalmente não apenas por seu trabalho inovador como estilista, mas também por sua procura pelo filho, Stuart Angel, assassinado pelo governo ditatorial militar e transformado em desaparecido político, enfrentando as autoridades da época.
fggf


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