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Falha de conexão e o risco para operações de mineração cada vez mais automatizadas

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Conectividade se torna peça-chave para garantir segurança, continuidade operacional e resposta rápida a incidentes na mineração

Durante muito tempo, uma interrupção na conexão significava apenas perda momentânea de comunicação. Hoje, na mineração e em outros segmentos industriais de alta complexidade, alguns segundos de indisponibilidade podem comprometer operações inteiras.

Em um cenário cada vez mais digital, a conectividade sustenta sensores, câmeras, sirenes, equipamentos autônomos, sistemas de monitoramento ambiental e centros de controle que operam em tempo real. Isso faz com que a rede deixe de ser apenas um recurso de apoio para assumir um papel estratégico na segurança operacional e na continuidade dos negócios.

Essa transformação acompanha a expansão da inteligência artificial, da automação industrial, do 5G e da Internet das Coisas (IoT), tecnologias que aumentam o volume de dados processados e elevam a dependência por redes estáveis, seguras e resilientes.

O movimento também aparece nos indicadores do mercado. Segundo o State of Industrial Networking Report 2024, da Cisco, 48% dos mais de mil profissionais entrevistados em 17 países apontam a inteligência artificial como a tecnologia que mais impactará as redes industriais nos próximos cinco anos. O estudo também mostra que 63% das organizações ampliaram seus investimentos em infraestrutura industrial no último ano, enquanto 89% consideram a conformidade em cibersegurança muito ou extremamente importante.

Em Minas Gerais, onde estão algumas das maiores operações mineradoras do país, essa realidade ganha ainda mais relevância. Minas, barragens, plantas de beneficiamento e estruturas distribuídas em áreas remotas exigem infraestrutura de comunicação capaz de operar continuamente, mesmo diante de condições adversas.

“Hoje, a conectividade é a base das operações. Ela sustenta automação industrial, monitoramento em tempo real e sistemas críticos. Em setores como mineração e energia, tornou-se tão essencial quanto a própria energia elétrica“, afirma Carlos Peres, Gerente Comercial B2B de Grandes Contas da Valenet e especialista em soluções corporativas de conectividade.

Sumário

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Conectividade deixa de ser suporte e passa a integrar a infraestrutura crítica

Operador em uma sala de controle observa monitores com gráficos e mapas digitais durante uma operação industrial à noite, com iluminação azul e tecnologia de segurança e gestão.

A transformação digital alterou profundamente a forma como grandes operações industriais funcionam.

Se antes a rede era utilizada principalmente para comunicação corporativa, hoje ela conecta equipamentos, integra sistemas, transporta grandes volumes de dados e mantém aplicações críticas funcionando continuamente.

Na mineração, praticamente toda a cadeia operacional depende da disponibilidade da infraestrutura de telecomunicações. Sensores monitoram estabilidade de barragens, câmeras acompanham áreas operacionais, sistemas de telemetria enviam informações continuamente e centros de controle tomam decisões baseadas em dados coletados em tempo real.

Qualquer indisponibilidade pode atrasar respostas, interromper processos automatizados e comprometer protocolos de segurança.

Por isso, características como alta disponibilidade, baixa latência, redundância de rotas e monitoramento permanente deixaram de ser diferenciais tecnológicos para se tornarem requisitos operacionais.

Redes resilientes sustentam operações em ambientes de alto risco

Visão noturna de uma cidade no vale, com montanhas ao fundo e sobreposição de elementos de conectividade digital, como ícones de rede, alvos, gráfico e sinal de Wi‑Fi, sugerindo tecnologia e comunicação sem fio

A evolução da automação também ampliou a necessidade de infraestrutura preparada para operar em locais remotos e de difícil acesso.

Em muitas operações minerárias, equipamentos pesados já são controlados remotamente para reduzir a exposição de pessoas a áreas de risco.

Um exemplo está em projetos atendidos pela Valenet, onde máquinas utilizadas no descomissionamento de barragens são operadas a quilômetros de distância da área operacional. Para isso, toda a comunicação entre operadores, equipamentos, câmeras e sistemas precisa ocorrer com estabilidade e latência mínima.

Outro ambiente onde a conectividade exerce papel crítico é o monitoramento de barragens.

Sensores, estações meteorológicas, sistemas de medição e sirenes dependem de comunicação permanente para garantir que dados sejam transmitidos continuamente e que protocolos de emergência possam ser executados quando necessário.

Nessas situações, a indisponibilidade da rede representa um risco operacional que vai além da tecnologia.

Redundância reduz riscos e garante continuidade das operações

Engenheiro observa uma cidade ao entardecer com conexões e sinais digitais em realidade aumentada, incluindo ícones de segurança em forma de escudo sobre redes de telecomunicações e satélite.

Em operações críticas, não basta oferecer acesso à internet. A infraestrutura precisa ser desenhada para eliminar pontos únicos de falha, manter caminhos alternativos de comunicação e responder rapidamente a incidentes.

Segundo Carlos Peres, essa é uma das principais demandas das grandes empresas atualmente.

“As empresas demandam alta disponibilidade, baixa latência, redundância de rotas, segurança integrada e capacidade de operação em regiões remotas. Não se trata apenas de internet, mas de redes latência e inteligentes.

Para atender esse cenário, a arquitetura normalmente combina diferentes tecnologias de comunicação, como fibra óptica, enlaces via rádio, rotas redundantes, equipamentos de contingência, segmentação de tráfego e monitoramento contínuo.

Esse modelo permite manter sistemas operando mesmo diante de falhas físicas, interrupções de energia ou eventos climáticos que possam comprometer parte da infraestrutura.

Tecnologia regional para operações que não podem parar

Vista panorâmica à noite de uma cidade com avenidas iluminadas e viadutos, com dois engenheiros usando capacetes de segurança e observando um canteiro em um morro ao fundo, com luzes e reflexos industriais.

Nascida em Itabira, cidade cuja história está diretamente ligada à mineração, a Valenet desenvolveu uma infraestrutura voltada para ambientes que exigem alta disponibilidade e resposta rápida.

Hoje, a empresa possui mais de 20 mil quilômetros de fibra óptica própria, presença em mais de 160 localidades mineiras e atende mais de 7 mil clientes corporativos, incluindo mineradoras, indústrias e órgãos públicos. Sua atuação contempla ambientes como plantas industriais, barragens, centros de controle e operações em áreas remotas, combinando conectividade, monitoramento contínuo e equipes técnicas regionalizadas para garantir disponibilidade permanente.

Entre as operações atendidas estão empresas como Vale, Samarco, AngloGold Ashanti, Jaguar Mining, Herculano Mineração e SAFM Mineração, ambientes onde a conectividade faz parte da estratégia de segurança operacional.

“Não basta entregar conexão. Atuamos como parceiros técnicos em áreas complexas, combinando fibra óptica, rádio, rotas alternativas, equipamentos de contingência, segmentação de tráfego, monitoramento permanente e integração com sistemas de segurança e controle. Essa arquitetura exige operação contínua, 24 horas por dia, sete dias por semana, com resposta rápida diante de incidentes“, destaca Carlos Peres.

Conectividade como estratégia de continuidade operacional

Engenheiro em capacete observa monitores de controle em uma instalação industrial, enquanto um painel de dados e conexões em rede aparece sobre a cena, sugerindo automação e monitoramento em tempo real.

À medida que inteligência artificial, automação, monitoramento remoto e análise preditiva passam a fazer parte da rotina das operações industriais, cresce também a importância da infraestrutura que sustenta todo esse ecossistema.

Na mineração, conectividade deixou de ser apenas um serviço de telecomunicações. Hoje, ela integra a infraestrutura crítica responsável por manter sistemas funcionando, proteger pessoas, preservar estruturas e garantir a continuidade das operações.

Em um ambiente onde decisões dependem de dados em tempo real, investir em redes resilientes significa reduzir riscos, aumentar a disponibilidade dos sistemas e preparar a operação para um futuro cada vez mais conectado.

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